[FP] LAVROV, Diana

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[FP] LAVROV, Diana

Mensagem por Diana A. S. Lavrov em Sex Jan 20, 2017 5:08 pm





— Biografia,

Os olhos claros da criança se arregalaram repentinamente procurando sofregamente pela irmã mais velha, ao som do primeiro grito. "Kath? O que está havendo?", a voz fraca de Diana indagava, enquanto as mãozinhas jogavam o cobertor colorido para longe. "Fique aqui, não faça barulho.", disse-lhe a mais velha, aproximando-se e passando os braços em torno de seu corpinho trêmulo. - Vamos sair daqui, prometo.

Dois anos antes, Pereslavl-Zalessky, Rússia.

A construção em estilo bizantino, bem como todas as construções do período czarista, permanecia em silêncio, nem mesmo o som dos passos dos empregados era possível ouvir naquele enorme espaço. Ygor segurava a mão da mulher, Calina, entre os dedos longos e fortes; sua expressão demonstrava algo entre o choque e a preocupação, seu lábio tremia ligeiramente enquanto fitava o rosto da esposa. “A culpa é minha, Calina… Não demorará até que nos encontrem. Não demorará até que nos dizimem.”, afirmava, causando à sua expectadora arrepios, fosse pelo pavor do que poderia acontecer, fosse pelo seu desespero por nunca ter visto o marido agir daquela forma.

Ygor era então o líder do clã Lavrov, não que possuísse poderes tão formidáveis como os das mulheres que carregavam este nome, contudo, seu dever era agir como um guardião. O conhecimento passado de geração à geração entre eles, merecia e deveria ser protegido a todo custo. Sob sua guarda, houvera este momento em sua história em que o clã crescia forte. Sua família, possuía um grande número, devido a isto, um conselho fora empregado para que assim todos tivessem sua vontade e opiniões levados em conta. Calina, descendente direta dos primeiros Lavrov, trazia consigo a responsabilidade de seguir adiante com o nome e o grimório Lavrov, bem como educar as pequenas Katharina e Diana para que se tornassem tão poderosas quanto pudessem, a fim de que um dia elas mesmas pudessem liderar e proteger o clã.

Eu não sei como me encontraram… E sei que não demorará até que cheguem à nossa morada. O conselho está ciente do que Ivan e eu fizemos para nos proteger por enquanto, para nos dar algum tempo. Mas afirmo, não demorará até que mandem outros… Desta vez tivemos sorte por ter sido apenas um espia, contudo, o fato de ele não voltar para informá-los será uma confirmação de nossa localização.”, dizia em voz baixa, seus pensamentos fixos no dia em que matara o encapuzado e correndo de volta ao local onde estava, tentando inutilmente pensar em uma forma de salvar todos que ali habitavam.

O que aqueles velhos sabem? De nada nos adianta que o Conselho saiba de alguma coisa se eles não nos apresentam qualquer alternativa. Devemos fugir.”, a voz de Calina, sempre doce e tranquila, possuía agora sob sua superfície uma ferocidade que o marido vira raras vezes em sua vida. Talvez a necessidade de fugir daquele lugar e deixar as filhas em segurança trouxesse à tona a faceta mais explosiva e violenta da matrona.

A partir daquele momento, ainda que o conselho fosse contra, houve a diáspora do clã Lavrov. Não havia muito a ser feito a não ser que ao invés de se manterem orgulhosamente juntos e protegidos por seu nome, vivessem como humanos comuns em diferentes partes do globo. O que obviamente, não lhes garantiu a sobrevivência. Em uma de suas mudanças, Ygor fora assassinado, embora tivesse até o último suspiro, conseguido salvaguardar sua família. Calina e as filhas haviam adotado o sobrenome Solms agora. Como as coisas nunca saem como planejado, a noite que este narrador lhes apresentou no início, foi a mesma noite em que o clã Lavrov foi praticamente dizimado por completo; apenas as duas jovens conseguiram escapar.

Dias atuais.

Que seja, Katharina. Não podemos e eu não quero passar o resto de minha vida fugindo. Não morrerei em um bunker no meio do nada como nossos pais, se tiver de morrer, levarei o máximo deles comigo.”, dizia Diana com ferocidade, encarando a imensidão do Grand Canyon. Seus punhos faziam bolas, coisa que acontecia com frequência desconcertante, como se a cada instante a jovem se preparasse para a batalha corpo a corpo. A pequena às vezes se esquecia que seu poder era outro. Fitou o rosto da irmã por um instante, embora tivessem crescido unidas, para ela ainda era difícil decifrar os pensamentos da mais velha. “Eu sei que fará isso. Não são apenas os olhos o que herdou de nossa mãe.”, respondeu Kath após uma longa pausa. Admitir que ambas haviam crescido e que deveriam empregar uma missão de vingança ainda lhe causava certo incômodo. “Vamos encontrá-los, sejam eles quem forem.”, sentenciou.

 




DIANA AMÉLIE SOLMS LAVROV



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