[FP] - Anastasia Romanov

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[FP] - Anastasia Romanov

Mensagem por Anastasia Romanov em Qui Jan 19, 2017 6:02 pm





— Biografia,

Poderia ser o nascimento de mais uma criança da realeza. O batizado recheado de faixas, flores, jóias e panos com bordados finos e delicados. Se não fosse a aparição do único que jamais deveria pisar no palácio dos czares.

Rasputin. O ser sombrio, envolto em uma máscara do mais puro ódio, arrebentou as janelas, arremessou armaduras e quebrou estátuas quando emergiu de seu isolamento nas catacumbas que lhe encerraram por mais de duzentos anos com proteções angelicais e fervorosas preces.

O casal real, pasmo pela chegada de seu mortal inimigo, só teve tempo de fazer um único movimento: Zaragova, a mãe da ruiva criança que chorava ao ver seus brinquedos espalhados por todos os cantos do berço e da sala, pegou sua primogênita no colo e a abraçou, ocultando o delicado rosto da infante.

Por mais intenso e devastador que fosse o sentimento emanado pelo profano senhor de barbas longas e negras que caminhava sorridente na direção da mãe da batizada, sua intenção não era mais acabar com a linhagem Romanov. Isso era algo que ele já havia tentado, na época da grandiosa princesa Anastasia, ancestral e dona do nome da garotinha que aos poucos parava de chorar no colo da mãe enquanto apalpava seus seios na busca por algum conforto.

O colo, entretanto mudara de provedor. Ao estender os braços para sua vítima, desfazendo a careta de raiva e a substituindo por verdadeira admiração, Rasputin solicitou a visão da criança, mesmo que por alguns instantes.

Os olhos verdes da menina se encontraram com íris da mesma cor que faiscavam nas órbitas do bruxo. Este, acariciou os poucos cabelos do bebê e sorriu para os que ainda estavam presentes. Afinal, viera em paz. Sentia-se desonrado por não ser convidado para o batismo de uma descendente do trono que um dia poderia ter sido seu.

Como demonstração do afeto que ele sentia pelos Romanov e de que seus planos não incluíam mais a extinção da família, o tirano ofereceu um presente. Marcando o lado esquerdo do peito da jovem Anastasia com um pentagrama virado para o Sul, ele assim prolongaria a vida da linhagem real, pois a alma da herdeira do trono fora vendida ao seu Obscuro Mestre.

Assim começara a tumultuosa vida da garota conhecida apenas por A Marcada em toda a Rússia. Jogada de beco em beco. Renegada pelos czares que já estavam em extinção. Encontrou seu destino nas ruas estreitas dos subúrbios de Moscou.

Acolhida e cuspida pelas velhas que maldiziam o futuro dos russos e liam cartas para os musculosos americanos que ali passavam, a então juvenil princesa iniciou lentamente o processo que culminaria na turbulenta revelação de seu real propósito no mundo.

Foi em uma noite de verão. Enrolada em sonhos, desejos e anseios da cabeça aos pés, Anastasia se recuperava da noite que passara com o último cliente. Para sua sorte, o soldado irlandês tinha uma bela casa e ela, como dama de luxo, era mais do que bem-vinda nos imensos jardins e colunas gregas que subiam até o topo da colina nevada.

O cheque, os brincos e o vestido que usara no dia anterior estavam cuidadosamente dobrados e depositados em uma cadeira dourada, próxima do armário. Harry, o viril rapaz que mandava naquelas terras, ainda estava dormindo.

Decidida a se limpar das alegrias e festejos que pintaram madrugada e amanhecer no quarto do homem do exército, o chuveiro era a melhor opção. Um grave erro para a adulta moça ruiva que deixava a água cair em seu corpo desnudo.

Repentinamente, uma forte dor em seu peito a fez fraquejar. A agonia tomava conta de cada parte de seu corpo e ela se encolheu nos azulejos encharcados do chuveiro berrando de dor. Ninguém pareceu ouvir. Com um grito ensurdecedor, ela levou as mãos ao local dolorido e descobriu a fonte de tanto desgosto: a Marca de Rasputin.

Fora a última vez que ela viu a casa, que ardeu em chamas. Os criados, mordomos, camareiras e mesmo seu amado soldado, que continuaram a dormir, pois estavam enfeitiçados pela presença da mulher. As cinzas que cobriram seu corpo serviram como uma capa que ia dos pés à cabeça, manchando a alva pele e penetrando em seu coração.

Era verdade, então, o que todos diziam. Ela era ao mesmo tempo fêmea e maldição, pois fora tocada por aquele que nunca deveria ser pronunciado. Sabendo de sua sina e entendendo que era um caminho sem volta, a renovada Anastasia sorriu e celebrou, pois seus dias de bruxaria nunca mais chegariam ao fim.

 




Anastasia Romanov



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