[FP] MIRANDA LAWSON

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[FP] MIRANDA LAWSON

Mensagem por Miranda Lawson em Qui Jan 19, 2017 2:34 pm





— Biografia,
A antiga estrutura familiar Lawson nutria conceitos primitivos de que, seguindo a ancestralidade, irmãos deveriam reproduzir entre si para manter a pureza da magia que corre no sangue em suas veias. Os mais recentes primogênitos eram gêmeos com cinco minutos de diferença no nascimento; Devayne, mais velho, e Miranda, a mais nova. Gerados por Elizabeth Lawson, que conservou relações com o próprio irmão, Edgar, para que obtivesse a pureza continuada nos genes dos seus legatários. Nem sempre havia acordos em relação às idealizações que o clã que abrangia a família supria.

Miranda cresceu juntamente do irmão, desfrutando das regalias que a magia a oferecia; fazia do sobrenatural o seu maior e melhor aliado, atrás somente da companhia do gêmeo. Sua infância fora dedicada a pregar peças nas outras crianças da vizinhança, derrubando os livros ou fazendo tropeçarem num emaranhado de cadarços enfeitiçados. Quando estava perfidamente temperamental, imbuía encantamentos nos garotos mais abusados, ocasionando a queda dos seus cabelos ou uma enfermidade precária, similares a resfriados que não duravam mais do que um dia singular.

Parecendo sempre invencível e de porte inabalável, era alvo de ofensas constantes durante o período em que passava em casa. Terminantemente, o costume como era chamada de bruxa de todos os tons pejorativos que pudesse imaginar a lanceavam profundamente; em seu ímpeto subconsciente, tudo o que mais desejava era partir daquele local antes que o pior acontecesse em sua vida. Por pouco, já não bastava ser acusada de remontar acontecimentos da inquisição antiquada no período dos séculos retrasados, seria, também, acusada por titulações que não almejava para si de qualquer jeito.

Todavia, nem tudo são flores. Com o passar do tempo e a chegada dos dezesseis anos, enfrentar o dia da consumação dos costumes do clã mostrou-se obrigatório. O tempo do ritual de união, enfim, se concretizou. Era uma noite de lua cheia, quando a magia era amplificada em muito pelo fenômeno concebido pela própria natureza. Percebiam-se as folhagens do ambiente selvagem revoando em saraivadas pela colina onde se situava um mutirão de conhecidos e familiares. Naquela hora, Miranda compartilhava a expressão desgastada de repulsa com o irmão. Não parecia o correto unificar um elo com o consanguíneo cujo trespassou anos assessorando o tempo moldar plumosamente.

Tudo ocorria como o planejado, até que inesperadamente, o bradar furioso pronunciado por uma vociferação conjunta se dá por detrás da colina. Ao seu topo, torna-se visível uma silhueta unificada e cingida por uma áurea luminosa, receptada pelo reflexo lunar. Uma vibração de aspecto trevoso resvalou próxima de Miranda, por pouco não a atinginda. Aos poucos, os presentes concomitantes eram massacrados sem chances de sobrevivência ou qualquer esperança. A magia fluía de seus corpos sem qualquer rumo, evanescendo do vergão que se rompera dos mortos diretamente para a terra abrasada, consagrando o solo demarcado no perímetro rural da cidadela de El Paso. Acompanhada pelo irmão, a bruxa deixou o campo de matadouro às pressas, cuidadosa. Os gritos de desespero dos antigos membros do clã iam, aos poucos, se dispersando por detrás das copas das árvores enquanto se distanciavam cada vez mais, enfim, sãos e salvos da ameaça irreconhecível.

Os meses se passaram depressa até que alcançasse a um lugar seguro e acabasse faturando alguns dias extras. Miranda e Devayne passaram a viver por conta e usufruindo da magia escassa que detinha dentro de si para tornar tudo mais fácil. Os registros dos gêmeos eram próximos da nulificação, quase inexistentes. Eram extremamente cuidadosos em não deixar rastros, num caso de estarem sofrendo por perseguição. Outrora, dividiam a mesma afirmativa; o único local seguro para assegurar a sobrevivência, seria a grande Nova Iorque, para onde resolveram regressar e terminar os estudos. Ali, poderiam não tão somente encontrar proteção vinte e quatro horas por dia durante o período escolar, como também dar início a pesquisas e descobertas do motivo de terem sido atacados e os ilícitos autores da chacina acometida contra sua família.

Apesar de ser uma garota em transição pela puberdade, em seu âmago, apenas um sentimento aflorava, rebuscado por um desejo latente e insaciável; vingança.
 




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